Até então, só tinha trabalhado em criação, mas ao me deparar com o desafio de ser atendimento, percebi que o buraco é beem mais embaixo.
O incompetente, louco, burro ou conhecido também como "Atendimento" tem uma dezena de adjetivos, mas também não estou aqui para denegrir estes profissionais e sim dizer sobre um fenômeno que contribui para o baixo desempenho dos colegas de profissão digamos, menos afortunados.
Algum gênio descobriu que é mais barato contratar estagiários ao invés de diretores de arte, e descobriu mais, que seria mais lucrativo ainda substituir os profissionais por estagiários.
O resultado não poderia ser mais óbvio, decréscimo da qualidade e nos prazos de conclusão de projetos. O que não falta aos estagiários é competência, mas exclusivamente experiência, que só pode ser obtida com o tempo e nada mais, pois o talneto já se mostra recorrente em muitos deles.
Não estou aqui para desmoralizar os administradores feudais que sobrecarregam os poucos profissionais restantes e consomem todo o potencial criativo do estagiário lhe atribuindo responsabilidades além de sua capacidade.
Aos que então valorizam a qualidade de vida acima da lucratividade, mais sucesso e lucros estão sendo conquistados, como a Predicta em São Paulo, onde funcionários jogam videogame em uma tela de plasma, nesta mesma empresa existe um frigobar com latas de cerveja, disponíveis para quem quiser e sem hipocresia e tem a J3P que paga a academia de todos os seus colaboradores...
Tudo bem, agências que pagam R$7mil por mês ao diretor de arte, com benefícios inclusos e direito a massagem semanal não é sempre que aparece (vaga publicada no publicijobs), mas até aí, não precisamos ver péssimos gestores.
Mas a competitividade cada vez mais agressiva, vai derrubar os que se acham grande e erguer aqueles que enxergam as oportunidade no horizonte.
(Inspirado em Daniel Pinho)
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